Thursday, September 10, 2009

11 de Setembro


Hoje é dia 11 de setembro de 2009, já se passaram 8 anos desde o atentado, o tempo voa!Gostaria de deixar registrado aqui uma pequena parcela de lembrança, gratidão e respeito aos familiares dos passageiros e ás pessoas que estavam no interior das torres gémeas e não conseguiram sobreviver ao atentado do ano de 2001.

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No mês de Agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário judeu, viajou para Israel em negócios.
Na quinta-feira, dia nove, entre uma reunião outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido numa pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
O estabelecimento estava superlotado.
Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa – mas ele não dispunha de tanto tempo.
Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelita perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente.
Mais do que agradecido, Moshê aceitou.
Fez o seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direcção à sua próxima reunião.
Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador.
Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera.
O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria
Sbarro`s...
Moshê ficou branco.
Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.
Imediatamente se lembrou do homem israelita que lhe oferecera o lugar na fila.
Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda.
Mas encontrou uma situação caótica no local.
A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar o seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças.
Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada.
Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma.
Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensanguentadas eram socorridas por policiais e voluntários.
Uma mulher com um bebé coberto de sangue implorava por ajuda.
Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
Moshê procurou o seu “salvador” entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas para saber o que acontecera com o israelita que lhe salvara a vida.
Moshê estava vivo por causa dele..
Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe pela sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.
Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.
Finalmente encontrou o israelita num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava a acompanhar o seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele.
Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia a sua vida.
Depois de alguns momentos, Moshê despediu-se do rapaz e deixou o seu cartão com ele. Caso o seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.
Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema no seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que o seu pai precisava de uma operação de emergência.
Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.
Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar o seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito: “Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila “
Mas não Moshê. Ele sentia-se profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar o seu amigo - e deixou de ir trabalhar..
Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de Setembro de 2001.
Moshê não estava no seu escritório no 101* andar do World Trade Center
Twin Towers.

(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)

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“Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.”
Salmos 100:4
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Ler esta oração hoje, dia tão tristemente lembrado pela queda das torres gémeas, deixa-nos um amargo de boca.
Será que os Árabes não estudam todos pelo mesmo Corão?
Como é que palavras tão belas como as desta oração podem ser interpretadas de modo tão estranho por Bin Laden e seus seguidores?
Que Deus lhes valha, como diz o nosso povo!!!!

5 comments:

JR said...

Nossa ,que estória linda de GRATIDÃO que é tão raro nos dias atuais.
Nada acontece por acaso na nossa vida ,que lição maravilhosa ele não só nos deu ,mas tambem aprendeu .
Não correr tanto ,pois as vezes não chegamos a lugar algum.
Sempre segui minha vida com um velho ditado popular.
PERDER UM MINUTO NA VIDA ,PARA NÃO PERDE-LA NUM MINUTO.
E aproveito a oportunidade para retribuir tua visita no meu espaço ,que agora convido voce a ir até lá pegar um selo ,como forma de união na nossa caminhada evolutiva.
Abraços

Maria Emília said...

Nada acontece por acaso. Há sempre um momento fora do tempo psicológico que nos mostra a verdadeira essência da Vida. Estejamos atentos.
Um abraço,
Maria Emília

EDUARDO POISL said...

"Que seja eterna a vitória dos seus dias,
mesmo quando eles lhe derem
a impressão de fracasso.
E nunca se esqueça que atrás das nuvens
sempre existirá sol."

(desconheço o autor)

Hoje passando para desejar um lindo final de semana com muito amor e carinho
Abraços do amigo Eduardo Poisl

manu said...

Que história maravilhosa!

É verídica ou é um conto?

De qq forma é mto verdadeira.

Obrigada por seguir o Plenitude!

Gostei muito daqui.

Bj

Luz Cardoso said...

Manu, julgo que a história á verdadeira.

Abraço de Luz

Namastê!