Thursday, August 20, 2009

Um Amor Louco

Quando a conheci tinha eu 16 anos.
Fomos apresentados numa festa, por um “gajo" que se dizia meu amigo.

Foi amor à primeira vista. Ela enlouquecia-me …
O nosso amor chegou a um ponto, que já não conseguia viver sem ela.

Mas era um amor proibido.
Os meus pais não a aceitavam.

Fui repreendido na escola e passamos a encontrar-nos às escondidas.
Mas não aguentava mais, estava louco.

Eu queria-a, mas não a tinha.
Eu não podia permitir que me separassem dela. Eu amava-a: bati com o carro, parti quase tudo o que tinha em casa e quase matei a minha irmã. Estava louco, precisava dela.

Hoje tenho 45 anos; estou internado num hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, amigos e por ela.


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Droga nas famílias

Este tema é de extrema delicadeza e sensibilidade.
O que é ter uma pessoa dependente de qualquer tipo de droga na família?
Só quem passa ou já passou por isso, é que tem exactamente a dimensão do que isso representa.
As noites sem dormir, esperando que essa pessoa chegue a casa. A expectativa de como virá ou se virá. Será que vem embirrar com todos? Será que vai bater em alguém? Será que…………...?
Os roubos na família (e não só), os maus-tratos verbais e físicos que geralmente acompanham essas fases em que o nosso marido, o nosso filho, o nosso ente querido, não está consciente do que faz, mas é, isso sim, o resultado do que está a tomar.
São tantas as possibilidades que se torna impossível descrevê-las.
Claro que, todos sabemos que, quem bebe é porque quer, quem toma outro tipo de drogas é porque quer, mas a realidade é que depois de algum tempo, isso passa a ser uma doença e como tal tem de ser tratada.
Não nos iludamos no entanto, porque só se consegue tratar, quem quer ser tratado. Só se consegue ajudar, quem quer ser ajudado.
Lá diz o ditado: Não ajudes quem precisa, mas sim quem quer ajuda.
E é verdade. Pensar o contrário é tentar lutar contra a maré.
Até que eles sintam essa necessidade, tentar ajudar as famílias atingidas por esse grande drama, é a nossa finalidade. Existem meios para informar e ajudar a superar melhor essa situação.
Entretanto, vamos dar a conhecer a experiência pessoal de cada um, a fim de conseguirmos dar força uns aos outros, porque unindo forças, a meta será mais fácil de atingir.
Aguardamos a vossa colaboração.


Entretanto, recebam um abraço amigo com muito carinho.
Contactem: rotasdapaz@gmail.com



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ÁLCOOL

O Álcool é um depressor do sistema nervoso central.
O seu consumo excessivo pode provocar alterações na fala e na visão, desinibição, euforia, alterações no equilíbrio, na coordenação motora e aumento da agressividade.
O consumo de álcool pode levar a comportamentos sexuais de risco já que diminui a preocupação do uso de preservativo (provoca comportamentos desinibidos).
Os efeitos produzidos, aumentam a probabilidade de ocorrência de um acidente vascular (circulação sanguínea).
A sua combinação com outras drogas é perigosa, dado que os efeitos se tornam imprevisíveis


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O jovem e a droga

O jovem, desprovido de maturidade emocional, vivendo a complexidade da vida humana, o medo de enfrentar dificuldades, as frustrações e as modas, é um forte candidato à utilização das drogas.
Os jovens poderão recorrer às drogas para:

  • reduzir a tensão emocional - ansiedade;

  • remover o aborrecimento;

  • alterar o humor;

  • facilitar o encontro de amigos;

  • resolver problemas;

  • seguir colegas;

  • estar na moda;

  • expandir a consciência - transcender;

  • buscar o auto-conhecimento;

  • atingir o prazer imediato; etc.

O jovem utilizador de drogas tem dificuldade de formar um "eu" adulto e tem uma sensação de estar incompleto, e, aí a droga age como um cimento nas fendas da parede que completa o seu "eu" – fase intermédia que o pode diferenciar do toxicómano. A droga aparece para preencher o vazio.
O início do uso de drogas é uma lua de mel. Os pais ficam longos anos desconhecendo que o filho as utiliza. Depois da lua-de-mel vem o desconforto de estar sem o produto, aumenta a "tolerância" (necessidade de mais doses para o mesmo efeito) e a "dependência" (dificuldade de controlar o consumo).
Geralmente, encontramos jovens que usam drogas legais e ilegais nos espectáculos e em festas, mas que não se consideram dependentes delas. "Brincam com fogo" e desprezam toda a informação científica que alerta para os perigos da "tolerância" e da "dependência".
A experiência internacional, divulgada por vários estudos efectuados por especialistas, constata a existência de alguns factores que, juntos, favorecem o desenvolvimento da "toxicomania" ou "dependência química": o jovem e a sua personalidade e o momento em que ele se encontra no seio da família e da sociedade.
O que leva o jovem a fazer uso de droga é a busca do prazer, da alegria e da emoção. No entanto, este prazer é solitário, restrito ao próprio corpo, cujo preço é a autodestruição. Tudo isto fá-lo esquecer a vida real e afundar-se num mar de sonhos e fantasias. O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança, referem vários estudos internacionais.
Procura de afirmação
Além do prazer, a droga pode funcionar como uma forma de o adolescente se afirmar como igual dentro do seu grupo. Existem regras no grupo que são aceitas e valorizadas pelos membros, tais como: o uso de certas roupas, o corte de cabelo, a frequência de certos locais e… a utilização de drogas.
É no grupo que o jovem busca a sua identidade, faz a transição necessária para alcançar a sua individualização adulta. Porém, o jovem tem o livre-arbítrio na escolha dos companheiros. O tipo de grupo com o qual se identifica tem muito que ver com sua personalidade.
Outra motivação forte para o jovem buscar a droga é a transgressão. Transgredir é contestar, é ser contra a família, contra a sociedade e seus valores. Uma certa dose de transgressão na adolescência é até normal, mas quando ela exige o recurso às drogas, representa a desilusão e o desencanto.
Por vezes, os jovens utilizam determinadas droga para criticar a incoerência do mundo adulto que usa e abusa das drogas legais como o álcool, os cigarros e os medicamentos. Acreditam que os adultos deveriam ser um "porto seguro", um referencial da lei e dos limites. No entanto, muitos adultos não param para reflectir sobre os seus comportamentos.
O "poder juvenil" é uma característica da adolescência que faz com que o jovem acredite que nada lhe vai acontecer. Pode ter relações sexuais sem preservativo e não vai engravidar ou apanhar SIDA ou DST, pode usar drogas e não se tornará dependente.

Os adolescentes são muito influenciáveis pelas modas e pelas subculturas, são contestatários, sofrem conflitos entre a dependência e a independência, têm uma forte tendência grupal, um desprazer com a vida urbana feita de rotina e uma grande ausência de criatividade. Alguns adolescentes fazem mesmo a descoberta do valor da vida em confronto com a morte, através de desportos violentos e até das drogas.
Hoje, passada a época dos hippies, 30 anos depois, reconhecemos o grande equívoco dos anos 60 – todas as drogas causam dependência e uma "falsa" sensação de poder.
Segundo estudos divulgados em revistas médicas, o desejo de drogas é sempre a busca de algo mais e a sociedade actual tem pouco a oferecer para o jovem até que seja considerado adulto produtivo, a sua vida tem pouco significado e muitas vezes os seus modelos são os heróis intocáveis da televisão.


Os jovens precisam de responder à questão "Quem sou eu?"
É tão difícil para o jovem ser ele mesmo que acaba representando vários papéis, um em casa, outro com os colegas, outro na escola, esperando ser ouvido. Chegar aos 18 anos, não chega porque o momento em que a o aceitará e aprovará seus conceitos, pensamentos e criatividade ainda lhe parece estar muito longe.
Os pais não sabem o que fazer com a caótica energia do jovem e a escola muito menos. O jovem vive uma realidade tensa com as notas, provas, semestres... sem encontrar um sentido real para a sua força e valor. Esta separação emocional e intelectual é uma "provocação" podendo conduzir ao "aluno desistente". Desistir de estudar é sedutor, é uma defesa contra um mundo hostil. As drogas aliviam o desconforto social, funcionam como uma cortina de fumo para disfarçar a sensação de vazio.
O que acontece é que as drogas dão uma percepção de realidade passiva. Podem mesmo ser um caminho para a expansão da percepção consciente, porém é um caminho passivo, de fora para dentro, é artificial e causa dependência. A verdadeira dimensão do Homem não é passiva, exige vontade, práticas de respiração, meditação e recolhimento interior.
Quando os jovens encontram uma finalidade na vida, reconhecem a força do seu coração e da sua intuição, não sentem necessidade de recorrer às drogas como meio de fuga. Podem sentir a energia criativa que emanam.


Fonte: https://sites.google.com/site/rotasdapaz/dependencias

2 comments:

Ricardo Calmon said...

Contundente post esse Luz Caríssima Nossa,verdadeiro,droga essa a cocaína grassa no mundo inteiro ,aqui no Brazil,uma legião de jovens,padece e morre,do crack através,o vinhoto da cocaína,o veneno do veneno!
Sempre posto temas assim,além de participar da manutenção alimentícia mensal de mães,do hiv portadoras,no Getúlio Vargas Hospital!
Importante post esse!
Abraço AMMA!
VIVA VIDA!

Anonymous said...

Não pude evitar complementar aqui o que tenho em garganta e peito,Luz Cardoso,dos vinte e um anos de idade,até hoje,com quase 64,uma legião de anjos tenho(amigos especiais,entre eles e elas,pessoas públicas,artistas,escritores entre atividades mil,que por overdose morreram de ca cocaína através e do crack!
Para voce ter idéia,na espanha,três por cento dos habitantes adultos,cocaíuna aspiram!
A última perda de pessoas lindas,foi vizinha minha ,medica veterinária anestesista,por over morta,de uma nova e potente droga,asnetésica para "cavalos" snif!
Tristeza Luz Cardoso,miga amada nossa!

Viva vIDA!