Quando a conheci tinha eu 16 anos.Fomos apresentados numa festa, por um “gajo" que se dizia meu amigo.
Foi amor à primeira vista. Ela enlouquecia-me …
O nosso amor chegou a um ponto, que já não conseguia viver sem ela.
Mas era um amor proibido.
Os meus pais não a aceitavam.
Fui repreendido na escola e passamos a encontrar-nos às escondidas.
Mas não aguentava mais, estava louco.
Eu queria-a, mas não a tinha.
Eu não podia permitir que me separassem dela. Eu amava-a: bati com o carro, parti quase tudo o que tinha em casa e quase matei a minha irmã. Estava louco, precisava dela.
Hoje tenho 45 anos; estou internado num hospital, sou inútil e vou morrer abandonado pelos meus pais, amigos e por ela.



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Droga nas famílias
Este tema é de extrema delicadeza e sensibilidade.
O que é ter uma pessoa dependente de qualquer tipo de droga na família?
Só quem passa ou já passou por isso, é que tem exactamente a dimensão do que isso representa.
As noites sem dormir, esperando que essa pessoa chegue a casa. A expectativa de como virá ou se virá. Será que vem embirrar com todos? Será que vai bater em alguém? Será que…………...?
Os roubos na família (e não só), os maus-tratos verbais e físicos que geralmente acompanham essas fases em que o nosso marido, o nosso filho, o nosso ente querido, não está consciente do que faz, mas é, isso sim, o resultado do que está a tomar.
São tantas as possibilidades que se torna impossível descrevê-las.
Claro que, todos sabemos que, quem bebe é porque quer, quem toma outro tipo de drogas é porque quer, mas a realidade é que depois de algum tempo, isso passa a ser uma doença e como tal tem de ser tratada.
Não nos iludamos no entanto, porque só se consegue tratar, quem quer ser tratado. Só se consegue ajudar, quem quer ser ajudado.
Lá diz o ditado: Não ajudes quem precisa, mas sim quem quer ajuda.
E é verdade. Pensar o contrário é tentar lutar contra a maré.
Até que eles sintam essa necessidade, tentar ajudar as famílias atingidas por esse grande drama, é a nossa finalidade. Existem meios para informar e ajudar a superar melhor essa situação.
Entretanto, vamos dar a conhecer a experiência pessoal de cada um, a fim de conseguirmos dar força uns aos outros, porque unindo forças, a meta será mais fácil de atingir.
Aguardamos a vossa colaboração.
Entretanto, recebam um abraço amigo com muito carinho.
Contactem: rotasdapaz@gmail.com
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ÁLCOOLO Álcool é um depressor do sistema nervoso central.
O seu consumo excessivo pode provocar alterações na fala e na visão, desinibição, euforia, alterações no equilíbrio, na coordenação motora e aumento da agressividade.
O consumo de álcool pode levar a comportamentos sexuais de risco já que diminui a preocupação do uso de preservativo (provoca comportamentos desinibidos).
Os efeitos produzidos, aumentam a probabilidade de ocorrência de um acidente vascular (circulação sanguínea).
A sua combinação com outras drogas é perigosa, dado que os efeitos se tornam imprevisíveis
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O jovem e a droga
O jovem, desprovido de maturidade emocional, vivendo a complexidade da vida humana, o medo de enfrentar dificuldades, as frustrações e as modas, é um forte candidato à utilização das drogas.
Os jovens poderão recorrer às drogas para:
- reduzir a tensão emocional - ansiedade;
- remover o aborrecimento;
- alterar o humor;
- facilitar o encontro de amigos;
- resolver problemas;
- seguir colegas;
- estar na moda;
- expandir a consciência - transcender;
- buscar o auto-conhecimento;
- atingir o prazer imediato; etc.
O jovem utilizador de drogas tem dificuldade de formar um "eu" adulto e tem uma sensação de estar incompleto, e, aí a droga age como um cimento nas fendas da parede que completa o seu "eu" – fase intermédia que o pode diferenciar do toxicómano. A droga aparece para preencher o vazio.
O início do uso de drogas é uma lua de mel. Os pais ficam longos anos desconhecendo que o filho as utiliza. Depois da lua-de-mel vem o desconforto de estar sem o produto, aumenta a "tolerância" (necessidade de mais doses para o mesmo efeito) e a "dependência" (dificuldade de controlar o consumo).
Geralmente, encontramos jovens que usam drogas legais e ilegais nos espectáculos e em festas, mas que não se consideram dependentes delas. "Brincam com fogo" e desprezam toda a informação científica que alerta para os perigos da "tolerância" e da "dependência".
A experiência internacional, divulgada por vários estudos efectuados por especialistas, constata a existência de alguns factores que, juntos, favorecem o desenvolvimento da "toxicomania" ou "dependência química": o jovem e a sua personalidade e o momento em que ele se encontra no seio da família e da sociedade.
O que leva o jovem a fazer uso de droga é a busca do prazer, da alegria e da emoção. No entanto, este prazer é solitário, restrito ao próprio corpo, cujo preço é a autodestruição. Tudo isto fá-lo esquecer a vida real e afundar-se num mar de sonhos e fantasias. O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa auto-estima ou falta de confiança, referem vários estudos internacionais.
Procura de afirmação
Além do prazer, a droga pode funcionar como uma forma de o adolescente se afirmar como igual dentro do seu grupo. Existem regras no grupo que são aceitas e valorizadas pelos membros, tais como: o uso de certas roupas, o corte de cabelo, a frequência de certos locais e… a utilização de drogas.
É no grupo que o jovem busca a sua identidade, faz a transição necessária para alcançar a sua individualização adulta. Porém, o jovem tem o livre-arbítrio na escolha dos companheiros. O tipo de grupo com o qual se identifica tem muito que ver com sua personalidade.
Outra motivação forte para o jovem buscar a droga é a transgressão. Transgredir é contestar, é ser contra a família, contra a sociedade e seus valores. Uma certa dose de transgressão na adolescência é até normal, mas quando ela exige o recurso às drogas, representa a desilusão e o desencanto.
Por vezes, os jovens utilizam determinadas droga para criticar a incoerência do mundo adulto que usa e abusa das drogas legais como o álcool, os cigarros e os medicamentos. Acreditam que os adultos deveriam ser um "porto seguro", um referencial da lei e dos limites. No entanto, muitos adultos não param para reflectir sobre os seus comportamentos.
O "poder juvenil" é uma característica da adolescência que faz com que o jovem acredite que nada lhe vai acontecer. Pode ter relações sexuais sem preservativo e não vai engravidar ou apanhar SIDA ou DST, pode usar drogas e não se tornará dependente.
Os adolescentes são muito influenciáveis pelas modas e pelas subculturas, são contestatários, sofrem conflitos entre a dependência e a independência, têm uma forte tendência grupal, um desprazer com a vida urbana feita de rotina e uma grande ausência de criatividade. Alguns adolescentes fazem mesmo a descoberta do valor da vida em confronto com a morte, através de desportos violentos e até das drogas.
Hoje, passada a época dos hippies, 30 anos depois, reconhecemos o grande equívoco dos anos 60 – todas as drogas causam dependência e uma "falsa" sensação de poder.
Segundo estudos divulgados em revistas médicas, o desejo de drogas é sempre a busca de algo mais e a sociedade actual tem pouco a oferecer para o jovem até que seja considerado adulto produtivo, a sua vida tem pouco significado e muitas vezes os seus modelos são os heróis intocáveis da televisão.
Os jovens precisam de responder à questão "Quem sou eu?"
É tão difícil para o jovem ser ele mesmo que acaba representando vários papéis, um em casa, outro com os colegas, outro na escola, esperando ser ouvido. Chegar aos 18 anos, não chega porque o momento em que a o aceitará e aprovará seus conceitos, pensamentos e criatividade ainda lhe parece estar muito longe.
Os pais não sabem o que fazer com a caótica energia do jovem e a escola muito menos. O jovem vive uma realidade tensa com as notas, provas, semestres... sem encontrar um sentido real para a sua força e valor. Esta separação emocional e intelectual é uma "provocação" podendo conduzir ao "aluno desistente". Desistir de estudar é sedutor, é uma defesa contra um mundo hostil. As drogas aliviam o desconforto social, funcionam como uma cortina de fumo para disfarçar a sensação de vazio.
O que acontece é que as drogas dão uma percepção de realidade passiva. Podem mesmo ser um caminho para a expansão da percepção consciente, porém é um caminho passivo, de fora para dentro, é artificial e causa dependência. A verdadeira dimensão do Homem não é passiva, exige vontade, práticas de respiração, meditação e recolhimento interior.
Quando os jovens encontram uma finalidade na vida, reconhecem a força do seu coração e da sua intuição, não sentem necessidade de recorrer às drogas como meio de fuga. Podem sentir a energia criativa que emanam.
Fonte: https://sites.google.com/site/rotasdapaz/dependencias

