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Sunday, July 19, 2009

A nossa musica...


Uma melodia, uma letra,
Um ritmo, uma nota.
Um grave, um agudo.
Poesia cantada
Verso e estrofes entre cifras
Assim faz uma musica
Mas há aquela musica
Aquela que toca dois corações
Aquela que faz você viajar no tempo
A mesma que toca na rádio no dia certo
Sim estou falando deste tipo de musica
Aquele tipo que os casais tomam posse
Para poderem chama de nossa música
Este tipo de musica vem recheado...
Com momentos indizíveis
Com palavras ditas com olhares
Com conversas não verbais
Com lugares inesquecíveis
A nossa musica
Ainda continua sendo a nossa
Mesmo que os casais não estejam juntos.
Porque a nossa musica
Não esta firmada só no que esta acontecendo
Muito menos no que esta para acontecer
Mas principalmente no que aconteceu.


Ricardo de Souza Ângelo

Amanhã talvez eu esqueça...


Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça que ontem fui amado
Amado por alguém especial
Que hoje não me ama mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça dos beijos de ontem
Dos lábios bem desenhados
Que hoje não sinto mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça dos lugares de ontem
Onde vivemos a magia do amor
Que hoje não vivemos mais

Amanhã talvez eu esqueça
Esqueça de quem éramos ontem
Onde um era tudo para o outro
E hoje não somos nem outro, muito menos um.

Amanhã talvez eu esqueça...


Ricardo de Souza Ângelo

Wednesday, July 15, 2009

Desejo proibido


Desejo-te mesmo sabendo que não pode

Mesmo que isto seja impossível

Mas com o seu sorriso, a sua boca

Como não posso desejá-la.

Rosto de anjo, corpo de Afrodite

Pecado desejado

Queria não querer, mas quero.

Quero tocar a sua boca, o seu pescoço

Sentir a sua pele, ter o seu cheiro.

Possuir o seu corpo e ter sua alma.

Queria que fosse minha só hoje

Só hoje queria dizer que te tenho

Que é realidade sua presença,

Mas se não posso tocar o seu corpo

Deixa-me sentir a sua alma

E cativar o seu espírito


Ricardo de Souza Ângelo

Tuesday, July 7, 2009

O Beijo roubado



É beijo não permitido
É crime não condenado
É assalto de mãos desarmadas
É fingi assaltar
Quem na verdade que ser assaltado
O beijo roubado
É beijo romantizado
É pecado perdoado
É roubar e ser roubado
É ser vitima e ser culpado
É ser inocente e ser suspeito
Por ser suspeito é crime imperfeito
Pois crime perfeito
Não deixa suspeito.


Ricardo de Souza Ângelo

Saturday, July 4, 2009

A Lenda dos Sentimentos


Reza a lenda e vem sendo contada ao longo das eras, que na aurora da humanidade o ser humano não conseguia descrever o mundo à sua volta nem os sentimentos dentro de si.
Havia um rei chamado Angústia que governava um império chamado Sofrimento, este rei inquieto em deixar para as gerações futuras um relato dos seus tempos com mais sentimentos e não somente relatos históricos, procurou os conselheiros e perguntou se tinha alguém para tal desafio e todos foram unânimes em dizer não, mas que se alguém poderia dar-lhe uma boa resposta seria a velha profetisa do monte da resposta.

E para lá foram o rei e a sua guarda.
Ao chegarem, a profetisa já sabia e disse ao rei:
O que você deseja, necessita de alguém de alma nua, coração limpo e olhos sensíveis, mas o rei perguntou: onde encontro tal pessoal?
E ela respondeu: na raça humana ainda não surgiu ser igual, mas que poderia ser transformado, uma pessoa que fosse órfão de pai e mãe e que não tivesse qualquer outro parentesco, e que tivesse olhos e semblantes caídos, ele teria que beber com o cálice da dor as lágrimas de uma jovem virgem e pura de coração com as lágrimas da esperança o ser mais temido dos mares e que ele só chora com a morte de sua companheira que se chama fé e que ela só poderia ser morta com lança feita de ódio e envenenada com a infidelidade, e que as lágrimas da esperança teria que ser colhida pela mesma jovem virgem e pura de coração com o cálice da dor.

Saindo dali, o rei mando procurar as pessoa como a profetisa havia dito e encontram em todo o reino, um só rapaz com tais características e somente uma jovem que os conselheiros perceberam que tinha coração puro, ela era uma linda jovem chamada Amor e o rei providenciou tudo.

O barco, a lança e tudo que fosse necessário e mandou com eles seus melhores cinco guerreiros, Fiel, Orgulho, Coragem, Desrespeito, Desilusão e o capitão que se chamava Tempo e o barco chamava-se Destino, e o rei prometeu a todos fortuna sem limite e para o jovem rapaz se conseguisse tão proeza assentaria ao seu lado no trono e casaria com sua única filha chamada Solidão.
E foram todos para o mar das lembranças tentarem o que nunca alguém se quer tinha tentado em alto mar.
O jovem rapaz, calado, vendo o horizonte, foi interrompido pela voz da doce virgem com uma pergunta: porque aceitou tal missão?

Ele respondeu que não tinha nada a perder, que nem sequer tinha deixado alguém para traz.
Ele então, lhe fez a mesma pergunta, ela respondeu que o seu pai chamado Amizade e a sua mãe Paixão, sempre disseram que ela nasceu para algo muito maior que todo o império do mundo e algo me diz que nesta viagem será consumado este meu propósito.

E os dois pegavam cada vez mais afinidades ao passar dos dias.
Ao chegarem a Ilha do Medo, nas Águas da Mágoa, eles viram a grande Esperança, aquele lindo animal de cor verde acompanhada do animal chamado que não era tão grande, mas igualmente belo, eles estavam a namorarem sob a lua cheia, ao mesmo tempo que aquilo tudo lhes assustavam, também lhes davam pena de matarem e separarem tão bela união, mas nisto, o Orgulho fez o plano que era encurralar a Esperança entre as pedras da Incredulidade e acorrentado com as correntes da Traição, e quando a chegar próximo ao Desrespeito lançaria a lança do Ódio com o veneno da Infidelidade, matando assim a Fé, fazendo chorar a Esperança.

A Desilusão falou que era muito bom para lançar as correntes e Corajoso disse que iria com o Amor para ajudá-la a achegar-se perto da Esperança, para ela colher as lágrimas e o rapaz ficou com o Fiel no barco a espera do Amor com as lágrimas, todo o plano saiu como previsto, o Desrespeito lançou a lança matando assim a , e a Esperança acorrentada com as correntes da Traição deu um urro que mais parecia um trovão, derramou as lágrimas na taça da Dor, que estava sobre o Mar do Amor.
Mas eis que a Coragem não percebeu que a Esperança com uma das sua barbatanas chamada Sacrifico incondicional feriu o Amor, que às pressas foi levado ao barco, o rapaz correu e abraçou-a.
Ele disse: não morra.
Ela olhando para ele disse: este é o meu propósito, dou a você o motivo para descrever os sentimentos ao mundo, e chorando derramou as suas lágrimas sobre o cálice e deu-o para beber. Quando ele bebeu uma explosão de sentimentos e sentidos lhe aguçaram, o Amor se desfez como um brilho e subiu até a lua e a voz do Amor falou:

Quanto se sentir sózinho é só olhar para lua e eu estarei lá., Nisto Fiel abraçou o rapaz fortemente, a Esperança foi solta e navegou sobre o Mar das Lembranças.
Na volta, eles chegaram como heróis e como a profetisa havia dito, ele conseguiu descrever coisas até então indizível, ele se casou com a Solidão, filha do rei, sentou ao seu lado no trono, de todos os guerreiros que foram com ele,o que sempre permanecia ao seu lado era Fiel.
Agora que o jovem sabia descrever os sentimentos, ele pensou em dar nome a eles de acordo com os nomes da sua aventura.
O primeiro que ele deu o nome foi a Sensação de vazio que ele sentia e como isto estava presente em todo lugar que ele ia e mesmo tendo a sua esposa sempre por perto, ele tinha a sensação de nunca estar acompanhado, a este sentimento ele deu o nome de Solidão.
Assim ele foi colocando nomes aos sentimentos, até que chegou a um sentimento maior que todos, um sentimento que o sufocava e que ele não conseguia expressar nem em mil palavras, nisto ele foi a sacada do palácio e viu a lua-cheia, voltando para os seus manuscritos, deu ao nome deste sentimento de Amor.
Durante toda a sua vida ele ficou a admirar a lua e a descrevê-la, os seus dons passaram para os seus descendentes e o nome deste jovem rapaz era Poeta.



Autor: Ricardo de Souza Angelo



obra registrada na BN

http://www.poetasmortos.com.br/index.asp?op1=2&op2=0&idTexto=9484&comentar=2