Showing posts with label Mulher. Show all posts
Showing posts with label Mulher. Show all posts

Thursday, September 1, 2011

“Women with high self-esteem feel terrific about themselves.”


Most Influential Part of Your Personality
by Jane Powell on September 1, 2011

“Women with high self-esteem feel terrific about themselves.”Your self-esteem is probably the most important part of your personality. It dictates your performance in almost everything you do. The amount of self-esteem you have determines your levels of vitality, enthusiasm and attraction.
To be your best and to feel amazing, you should always be in a state of self-esteem building and maintenance. Just as you take responsibility for your level of physical fitness, you need to take responsibility for your self-esteem.
Self-esteem building is not easy. It takes effort and perseverance, but, if you’re willing to make the effort, you’ll be rewarded with a gracious life.

©Jane Powell – Meditations for Women

Today’s Affirmation: I feel terrific about myself.

Tuesday, August 30, 2011

Don’t Let This Steal Your Dreams




Don’t Let This Steal Your Dreams
by Jane Powell on August 30, 2011




“Discouragement steals your dreams.”
Hand in hand with setbacks and challenges comes discouragement. Its ferocity can stop you in your tracks and before you know it your dreams seem unreachable. Stop! This is only true if you give in.
Today is the day you will conquer discouragement. Today is the day you will feel more determined and stronger than ever. Today is the day you will put one foot in front of the other and persevere.
Make a commitment to yourself that you will never give up when you feel disheartened, but rather, you will view these feelings as a sign to work harder.
You’re entitled to your dreams and aspirations. So why not make this commitment today?

©Jane Powell – Meditations for Women

Today’s Affirmation: I am committed to conquering discouragement

Friday, July 1, 2011

Toda a mulher tem uma borboleta em sua alma para que possa voar e renovar os seus momentos...


Toda a mulher tem uma borboleta em sua alma para que possa voar e renovar os seus momentos...
Voar... redefinir sentimentos...
Voar... buscar pra junto estar...
Voar... sentir...amar...viver...
Asas deixam levar pelo vento do prazer...
Asas quando querem: abrem-se pro mundo, renova, poetisa

(Verinha Pacheco Chaves)

Sunday, April 24, 2011

Joe Cocker-You Are So Beautiful



This is so beautiful...

Sunday, January 23, 2011

Belas e Poderosas, com Riso!



Sorrio, sempre que me cruzo com elas. São uma brigada muito especial. Sem medos. São as novas mulheres.

A sua principal arma de sedução é o (sor)RISO.


SorRIEM porque sabem o seu valor e espelham-no.

São um íman. As pessoas sentem-se atraídas por elas. Pelo riso.

Grandes desafios? Elas Riem, porque se sabem maiores que eles.

Sabem que ao rir, toda a sua bioquímica muda. E, quando mudamos, tudo ao nosso redor muda.

“Ri, e o mundo rirá contigo!” Sabem que RIR é assumir a capacidade inata de resolver situações.

Rir, é vencer! Elas riem, cientes dos “efeitos secundários”: oxigenação do corpo, reforço do sistema imunitário, aumento da produção de colagénio, da auto-confiança, dissolução da ansiedade, prevenção da depressão, emagrecer, melhorar a circulação (combater a celulite), fortalecer abdominais, etc...

Uma fonte inesgotável de confiança, audácia e da certeza de quem realmente somos? O Riso!

Elas sabem que nunca foi tão importante rir como agora, em tempos de crise. Condicionamentos, intimidações, medos? Puxam pelo antídoto: o riso e, tudo é possível num cenário em que a vida passa a ser uma experiência ALEGRE.

Lá nos vão dando dicas: sorrir, várias vezes ao dia; endireitarmo-nos, cumprimentar vigorosamente; olhar nos olhos dos outros e sorrir; falar gibberish; movimentarmo-nos; ligar aos amigos para rirmos; brincar com crianças, rir com bebés; partilhar momentos de embaraço; rir de nós próprios; lutas de almofadas; partilhar o riso com estranhos, etc

Se elas podiam viver sem riso? Poder, podiam. Mas não seriam belas e poderosas…



por Kyra Abreu,

Terapeuta de Yoga do Riso e Instrutora de desenvolvimento pessoal
Membro de harmoniza


http://www.harmoniza.com/


Toda a informação sobre terapias naturais, complementares e desenvolvimento pessoal

Saturday, September 18, 2010

Mulher da página 194.


Texto: Martha Medeiros

Ela é loira e Linda. Tem 30 anos Modelo profissional. Saiu na edição da revista Americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos.. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, provavelmente sim, devido à idade que tem.

Nós que temos conhecemos bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — actua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem Photoshop, na beira da Praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume.Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria.. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas.. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Monday, August 30, 2010

* Josefa a bombeira*

* Josefa a bombeira*

"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude.


Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela:* "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas."*

Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu:
11 de Agosto, *Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar*, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça.
A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.

Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das
"Josefas que são o sal da nossa terra?"


*Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias*



Divulgue............ela é um exemplo,
Vamos dar-lhe um minuto de atenção

E honrar a sua memória!!!



Sunday, March 21, 2010

Ser Mulher...

Uma pequena homenagem a nós, Mulheres... de todas as idades e de todas as nacionalidades e, sobretudo, a todas as que, contra ventos e marés, perseveram em amar, em sonhar e lutar por um mundo melhor.

As mulheres têm energias que surpreendem os homens.
Elas enfrentam dificuldades e regulam os problemas graves, contudo, elas têm felicidade, amor e alegria.
Sorriem quando queriam gritar, cantam quando queriam chorar, choram quando são felizes e riem quando estão nervosas.
«Lutam por aquilo em que acreditam.
Revoltam-se contra a injustiça.
Não aceitam um "não" por resposta quando crêem que há uma solução melhor.
Elas se privam para manter a família de pé.
Elas vão ao médico com uma amiga receosa.
Elas amam, incondicionalmente.»
«Elas choram quando os seus filhos têm sucesso e congratulam-se pelas possibilidades de seus amigos.
São felizes quando se propõem falar de um baptizado ou de um casamento.»
«O seu coração quebra-se quando um amigo morre.
Sofrem pela perda de uma pessoa querida.
Sem dúvida que são fortes quando pensam que não têm mais energia.
Elas sabem que um beijo e um abraço podem ajudar a cuidar de um coração quebrado.»

Mas, não há dúvidas, na mulher, há um defeito...
É que ela esquece quanto vale.

Monday, March 8, 2010

As Mulheres são como as maçãs...

Encantos da mulher madura


A verdadeira beleza da mulher,
Aquela beleza que perdura,
É sem duvida, a da mulher madura...
Pois é a mulher que sabe o que quer...
Já viveu amores...
Já teve alegrias, já sofreu dores...
Por ser experiente...
Torna-se exigente...
Não quer sofrer novamente...
Não se deixa levar por um repente...
Quer saber-se amada,
Quer ser bem conquistada...
Ainda que seja um amor de momento...
Que talvez, vire um tormento...
Tem que ser sincero... tem que haver sentimento...
Mesmo que não perdure,
Que seja eterno enquanto dure...
Não quer aquele amor apressado...
Tem que ser controlado...
O antes, em preliminares, bem demorado...
O durante... que seja delirante...
O depois, que dure bastante...
Nada daquilo de virar para o lado... é frustrante...
Tem que ser com bastante carinho...
Muito beijinho... muito denguinho...
O antes, o durante e o depois... tem que ser com amor...
Com bastante calor...
Tem que saber amar,
Para uma mulher madura conquistar...
Ela quer companhia... com muita harmonia,
Quer vida compartilhada... é mulher actuante...
Ter o seu espaço respeitado... pois foi conquistado...
Quer amor... quer carinho... e também consideração...
Enfim... quer ser tratada como mulher,
Que soube o seu caminho escolher...
Que sempre soube viver...
Quer apenas ter o direito de escolher
Como o fazer...
Quem tiver a felicidade de a ter a seu lado,
Considere-se privilegiado...
Pois foi por ela conquistado...
É a melhor idade... é a idade da razão...
É amor que faz bem ao coração...
É aquele amadurecimento,
Que aprimora o sentimento...
Saibam conservar o amor, o carinho da mulher madura...
Porque este sim, fica... e perdura.
(Desconheço a autoria)

Feliz Dia Internacional da Mulher!

Monday, February 8, 2010

Autobiografia de Rosa Lobato Faria


Vale a pena ler!...

A escritora, letrista e actriz Rosa Lobato Faria, morreu no dia 2 de Fevereiro de 2010, aos 77 anos, depois de uma semana de internamento num hospital privado. Foi colaboradora (dizendo poesias) de David Mourão-Ferreira em programas literários da televisão. Autora, entre outros, dos romances Flor do Sal, A Trança de Inês, Romance de Cordélia, O Prenúncio das Águas, ou mais recentemente A Estrela de Gonçalo Enes (ed. Quasi). Publicamos aqui a “autobiografia” que escreveu para o JL há dois anos



Autobiografia
Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância.
Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam.
A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo.
Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.

Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a
surpreendente mania de acreditar que isso era bom.
Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.

E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida
houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).

Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas
raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.

Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.

Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ay eu coitada, como vivo em gran cuidado, e ay flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele
molhávamos os pés e as almas.

Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves.
Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com
palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu
amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).

Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me,
ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido).
Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos.
Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS
fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.

Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda
espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.

Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63
anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando
vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).

Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito
feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens.
Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.

Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores.
Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.

Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.

Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo.
Encontramo-nos no meu próximo romance...

Sunday, January 24, 2010

Mulher










Texto: J.P.Lopes