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Tuesday, April 6, 2010

Explicação da morte...

INTERESSANTE A FORMA DE VER A PASSAGEM....Partidas e Chegadas...cada um de nós sente de uma forma diferente,mas se olharmos desta maneira... veremos esta "Separação" com mais equilíbrio.


Partida e Chegada

Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas contou a seguinte parábola:
Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espectáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exacto instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" !!! Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".

Terá sumido? Evaporado? Não, certamente.

O ser que amamos continua o mesmo, as suas conquistas persistem dentro do mistério divino.

Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá: "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.

Na vida, cada um leva a sua carga de vícios e virtudes, de afectos e desafectos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Assim, um dia, todos nós partimos como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou.

Saturday, February 6, 2010

Pensamento do dia (07-02-2010)


O BARULHO da CARROÇA ...

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Deteve-se numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou a ouvir o barulho duma carroça
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia ....
Perguntei ao meu pai:
Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho.
Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de toda gente, querendo demonstrar que é a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:

“Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...”

Sunday, December 20, 2009

Siga a sua intuição quando a sua vontade o levar por caminhos onde o coração se faz presente...


Siga a sua intuição quando a sua vontade o levar por caminhos onde o coração se faz presente.
Crescer é possível.
Se quer, tudo pode.
Não perca a oportunidade de prestar a si e aos seus a sua gentil amorosidade.
Não fique sozinho, distante do Criador.
Ele lhe deu um caminho onde deverá prosseguir, juntamente com os seus irmãos, compartilhando os passos e florescendo com todos eles.
Deus espera por si, Ele sabe que você chegará.
Pode acreditar que, por vezes, vai sozinho;
Pode escolher e percorrer por diferentes caminhos, mas você pertence a Ele e, um dia, retornará contente ao seu verdadeiro Lar.
Pois dentro de si repousa a memória do caminho a ser percorrido de volta a Ele.
Desperte para esta realidade!
Entre todas, é a sua única realidade. Aquela que deverá ser cumprida, pois é a sua herança.

http://www.paz.com.br/parabolas1/

Thursday, October 15, 2009

Lição do Ratinho


Excelente fábula para ser divulgada principalmente em grupos de trabalho!

'Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos' !!!

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e a sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possafazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado.
No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha pegado a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou-aimediatamente ao hospital.
Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca,para alimentar todo aquele povo.
·
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos!
(Enviado por Wanda Paul)

Friday, August 7, 2009

Sem julgamentos...


Havia numa aldeia um velho muito pobre que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
- Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
- Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam
que o cavalo não está mais na cocheira.
-O resto é julgamento de vocês.

As pessoas riram do velho.

Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou.
Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você tinha razão.
Não era mesmo uma desgraça, e sim uma bênção.
E o velho disse:
- Vocês estão se precipitando de novo.
Quem pode dizer se é uma bênção ou não?
Apenas digam que o cavalo está de volta...

O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fracturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:
- E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:
• Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein?
• Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fracturou as pernas.
• Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção...

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
E os que foram para a guerra, morreram...

Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos
de informação, o que o levará a conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha, outra se abre...

As vezes vemos apenas a desgraça, e não vemos a bênção que ela nos traz...

Sunday, December 7, 2008

A história do lápis


O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

Você está escrevendo uma história que aconteceu connosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha
vida!

Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direcção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor".

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que
usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça ".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você".

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada acção".

Autor
Paulo Coelho

Monday, October 20, 2008

Alma Gémea


Um discípulo e seu mestre estavam sentados à sombra de uma figueira.

O mestre perguntou ao discípulo :

- Que coisa o perturba, meu filho ?

- Ainda bem que perguntas, ó mestre.

Sinto que é chegado o momento de eu partir à procura de minha alma gémea, aquela que haverá de ser minha parceira perfeita, a mais linda mulher do Universo.

O mestre disse :

- Assim seja, meu filho, mas lembra-te : quando tua busca terminar, volta aqui com ela.

- Sem dúvida, mestre. Decerto será assim.

Muitos anos depois, o discípulo regressou, sozinho e desanimado.

Quando se encontraram, o mestre o acolheu calorosamente e perguntou-lhe sobre a sua busca :

- Encontraste aquela que procuravas ?

- Sim, querido mestre, encontrei. Encontrei aquela com quem sonhava.

Era na verdade uma perfeição de sonho, era a mulher perfeita...

- Bem, filho, onde está ela ?

- Ah, mestre, que tristeza !

Ela estava à procura do homem perfeito !!!

Monday, October 13, 2008

O lenhador e a raposa


Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava à noite.

Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga. Que era tratada como um animal de estimação e de sua total confiança.

Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do seu filho
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com a sua chegada.

Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiavel. Quando ela tivesse fome, comeria a criança!

O lenhador discordava dos vizinhos, dizia que isso era um absurdo. Que a raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam: “lenhador abra os olhos! A raposa vai comer o seu filho!”
Um dia o lenhador, muito exausto do trabalho e cansado desses comentários – ao chegar a casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada…
O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou com o machado na cabeça da raposa.

Ao entrar no quarto desesperado, encontrou o seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta…

O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito. Siga o seu caminho e não se deixe influenciar…, mas principalmente nunca tome decisões precipitadas…

PENSE NISSO!!!

Monday, July 14, 2008

Message of the Humming-bird


Once upon a time a fire started in the forest …
Nobody knew how, why, or who was the responsible, the fact is that the fire was spreading with such speed and power that became uncontrollable.
Frightful was its fury. In the distance, it was seen the terrible red black cloud advancing overwhelmingly over the trees, and heard the agonizing noises from the green sparkling in the impious flames burning the forest.
Even worse was the outcry of the animals, pushing themselves and running without direction, disturbed before the apocalyptical spectacle they were testifying:

“Save your selves! It is the fire, it is the end, we are lost”


Even more furious they were, in the middle of this chaos, when they saw the Humming bird. The little bird flied quickly until the river, harvested a little drop of water in its peak, and went to drip it on that immense fire. One after other, without stopping...
One of the animals screamed:

“ Small dull bird! You think that this little drop can extinguish the fire? Are you so stupid? Fly away, with these wings that you have! Save yourself! It is the end! “

Softly, the humble bird answered:

“I am doing my part! If each one of us, brothers and sisters, goes to the river, and harvest a little of water, we will stop the fire and save our home.”

Mensagem do beija-flor


Aconteceu que começou um incêndio na floresta…
Ninguém sabia como, porque ou quem era o responsável, o facto é que o fogo foi alastrando com tal velocidade e potência que se tornou incontrolável.
Assustadora era a sua fúria. Na distância, via-se a terrível nuvem rubra e negra avançando avassaladoramente sobre as matas, ouvia-se os agonizantes ruídos do verde crepitando nas impiedosas chamas que abrasavam a floresta. Ainda mais disturbar era o clamor dos animais, empurrando-se e até agredindo-se, descontrolados diante o apocalíptico espectáculo que testemunhavam:

” Salve-se quem puder!!! É o fogo, é o fim, estamos perdidos !!!”


Ainda mais irados ficavam, em meio a este caos, quando viam o Beija-flor. O pequeno pássaro voava ligeiro até o rio, colhia uma gotinha de água no seu biquinho, e ia pingá-la sobre aquele imenso fogaréu. Uma após outra, sem parar…
Até que, incontido, um dos bichos bradou:

”Seu pequeno pássaro estúpido! Você acha que essa gotinha vai apagar o fogo? Será que é tão imbecil? Voa embora, com essas asas que você tem! Salve-se! É o fim!!!”

Suavemente, o humilde pássaro respondeu:

”Eu estou fazendo a minha parte! Se cada um de nós, irmãos, irmãs, formos até o rio, e colhermos um pouco de água, vamos apagar o fogo e salvar o nosso lar.”

Thursday, June 19, 2008

“Buscando as coisas do Alto”

“Buscando as coisas do Alto”


AS SETE VERDADES DO BAMBU


Depois de uma grande tempestade, o menino que estava a passar férias na casa do seu avô, chamou-o para a varanda e falou:
Vovô, vem aqui !
Explica-me como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e... ...este bambu tão fraco continua de pé ?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento.
O bambu nos ensina sete coisas. Se tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
  • A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
  • Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Precisa aprofundar a cada dia as suas raízes em Deus na oração.
  • Terceira verdade: Já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre "grudados" uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
  • A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger os nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
  • A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
  • A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
  • Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exactamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

AUTOR: Padre Léo
FONTE: Livro “Buscando as coisas do Alto”

Confia em ti e voa, entrega as tuas asas aos ventos....


Confia em ti e voa, entrega as tuas asas aos ventos....


PARÁBOLA: A ÁGUIA E O PARDAL


O sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia.
O seu voo preciso, perfeito, enchia os seus olhos de admiração.
Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como o fazer.
Sentia vontade em ser forte como a águia, mas não conseguia assim ser.
Todavia, não se cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza... Um dia estava a voar por entre a mata a observar o voo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão.
Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido.
Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente.
Tentou conter o seu voo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro.
Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, pode ver aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. Sentiu um calafrio no peito, as suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta.
A águia na sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe:
- Por que estás a me vigiar, Andala?
- Quero ser uma águia como tu, Yan. Mas, o meu voo é baixo, pois as minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar os meus limites.
- E como te sentes amigo sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas?
- Sinto tristeza.
Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho...
- O pardal suspirou olhando para o chão... E disse:
- Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar.
És tão única, tão bela.
Passo o dia a observar-te.
- E não voas?
Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan.
- Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas...
Mas as tuas alturas são demasiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente...
- Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia.
Sê firme no teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos.
Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, esta dar-te-á a possibilidade de vires a voar tão alto como eu. Acredita!
- E assim, a águia preparou-se para levantar voo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente:
- Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia, se não treinares incansavelmente por todos os dias.
O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos.
Se não pões em prática a tua vontade, o teu sonho sempre será apenas um sonho.
Esta realidade é apenas para aqueles que não temem quebrar limites, crenças, conhecendo o que deve ser realmente conhecido.
É para aqueles que acreditam serem livres, e quando trazes a liberdade no teu coração poderás adquirir as formas que desejares, pois já não estarás apegado a nenhuma delas, serás livre!
Um pardal poderá, sempre, transformar-se numa águia, se esta for a sua vontade.
Confia em ti e voa, entrega as tuas asas aos ventos e aprende o equilíbrio com eles.
Tudo é possível para aqueles que compreenderam que são seres livres, basta apenas acreditar, basta apenas confiar na tua capacidade em aprender e ser feliz com a tua escolha.

Autor Desconhecido